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O rover Curiosity da NASA, no 14.º ano em Marte,

Atualizado: 04/09/2026 · 2 min de leitura · 374 palavras

Publicado: · Notícia recebida: · Tempo de processamento: 7 h 52 min

O rover Curiosity da NASA, no 14.º ano em Marte,
Superfície rochosa com depressões em Marte

O rover Curiosity da NASA, em seu 14º ano em Marte, detectou nesta semana, em suas áreas de trabalho, depressões amplas e rasas nunca observadas antes. A depressão de amostra, com aproximadamente 1 centímetro (0,39 polegada) de diâmetro, foi fotografada pela MAHLI em 19 de agosto de 2026, no Sol 4989, às 07:59:21 UTC. Acredita-se que essas depressões sejam formadas pelos espaços deixados por nódulos ou seixos que se desgastaram e se desprenderam da rocha matriz; no entanto, diferentemente das observações anteriores, elas são mais amplas e rasas e não contêm detritos evidentes. A MAHLI e a Mastcam obtiveram imagens adequadas para a criação de mosaicos estereoscópicos e de um modelo digital de elevação, a fim de estudar as estruturas.

A Mastcam e a ChemCam examinaram camadas que apresentam mudanças de textura e estrutura em curtos intervalos verticais. A ChemCam, a MAHLI e a APXS analisaram camadas cinzentas, ásperas e resistentes que podem indicar uma composição química diferente da rocha matriz. A ChemCam também investigou a origem das rochas cinzentas espalhadas pelas áreas de trabalho. A face visível da colina “Cordillera” foi registrada em um mosaico pela Mastcam; a ChemCam obteve imagens de camadas específicas. As colinas “Tolhuaca” e “Potosí” também foram examinadas. A equipe aumentou a frequência das observações da REMS, da Mastcam e da Navcam para monitorar uma possível tempestade de poeira regional.

Por que isso é importante

O fato de as novas cavidades serem mais largas e rasas do que as observadas anteriormente exige que a explicação atual para sua formação seja avaliada em conjunto com diferentes condições da superfície. A ausência de resíduos claramente visíveis em seu interior cria um novo ponto de comparação para a análise dos espaços deixados na rocha por nódulos ou seixos que se desprenderam com a erosão. O exame conjunto das camadas, das rochas cinzentas e das superfícies que apresentam sinais de uma química diferente da do leito rochoso, na mesma área de trabalho, fornece dados que podem revelar o quanto o solo de Marte varia em termos de textura e composição. No entanto, a forma exata de formação dessas estruturas, a origem das rochas cinzentas e a maneira como a possível tempestade de poeira monitorada afetará as observações ainda permanecem como questões em aberto.

Fonte de origem: NASA