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Canadá deu um passo com o objetivo de se tornar um “membro associado” da UE

Atualizado: 13/09/2026 · 2 min de leitura · 358 palavras

Publicado: · Notícia recebida: · Tempo de processamento: 3 min

Canadá deu um passo com o objetivo de se tornar um “membro associado” da UE
Navio de carga navegando pelo oceano

Enquanto a guerra comercial com os EUA prossegue, Donald Trump defende que o Canadá se torne o “51º estado”. Já o primeiro-ministro Mark Carney pretende fortalecer as relações econômicas e estratégicas com a Europa após a falta de progresso nas negociações. Segundo a WSJ, Carney instruiu o representante especial do Canadá junto à UE, John Hannaford, a examinar opções além da adesão plena, incluindo a possibilidade de se tornar um “membro associado da UE”.

Ottawa e Bruxelas estão discutindo a integração nos setores de energia, inteligência artificial, minerais críticos, defesa e tecnologia, além de cabos submarinos, centros de dados, redes de satélites, cooperação científica, gasodutos para transportar gás natural para a Europa, vida e trabalho sem visto e participação no programa de intercâmbio estudantil da UE.

O fato de aproximadamente dois terços das exportações canadenses irem para os EUA dificulta que a UE substitua Washington. Carney afirma que as relações estão passando por “uma ruptura, não uma transição”. Alguns funcionários europeus temem que Ottawa esteja usando a UE como instrumento de negociação, enquanto alguns líderes estão preocupados com a reação dos EUA. Negociações bem-sucedidas podem aproximar o Canadá da UE mais do que qualquer outro país de fora da Europa.

Por que isso é importante

Essa busca demonstra o esforço do Canadá para reduzir a dependência excessiva de um único mercado em suas relações econômicas externas e o desejo de incluir as questões de segurança e tecnologia nas negociações comerciais. A possível cooperação nas áreas de energia, minerais críticos, inteligência artificial e defesa revela que o processo não ficará limitado apenas às regulamentações aduaneiras. Questões como cabos submarinos, centros de dados e redes de satélites indicam que a relação entre o Canadá e a Europa também poderá se estender à infraestrutura e à segurança de dados. As opções de vida e trabalho sem visto e de intercâmbio estudantil mostram que esse avanço poderá interessar não apenas às empresas, mas também a trabalhadores e estudantes. No entanto, a atual dependência do Canadá em relação aos EUA deixa em aberto as questões sobre até que ponto a Europa poderá preencher essa lacuna e qual poderá ser a reação de Washington.

Fonte de origem: Independent Türkçe