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12 de setembro: autoritarismo contra a vontade popular

Atualizado: 13/09/2026 · 2 min de leitura · 391 palavras

Publicado: · Notícia recebida: · Tempo de processamento: 28 min

12 de setembro: autoritarismo contra a vontade popular
Urna eleitoral vazia em uma sala escura

O texto defende que os golpes de Estado produzem consequências que ferem a dignidade humana, como os regimes ditatoriais, e que, em alguns aspectos, são ainda mais graves. Afirma-se que, nas ditaduras, a natureza do poder e contra quem se luta são claros, enquanto os golpes suspendem, por meio de intervenções armadas, o direito de votar e ser eleito, a alternância de poder pelas urnas e a vontade popular.

O 12 de Setembro é apresentado como um dos exemplos mais dolorosos dessa situação. Relata-se que o governo golpista impôs, além da política, sua própria concepção de justiça, e que a declaração de Kenan Evren — “Enforcamos um homem da direita e um homem da esquerda” — revelou uma concepção de equilíbrio político. Afirma-se que as práticas realizadas sob as justificativas da República, do secularismo e da sobrevivência do Estado, em vez de proteger esses valores, prejudicaram a vontade popular e as liberdades.

Durante o período de 28 de Fevereiro, também se defende que uma parcela da sociedade sofreu pressão em nome do secularismo e que este foi transformado em um instrumento para impor determinado modo de vida. Embora se afirme que a Turquia hoje está distante do contexto do 12 de Setembro, do 28 de Fevereiro e de 15 de Julho, ressalta-se a necessidade de permanecer vigilante diante da suposição de que a mentalidade golpista foi completamente eliminada e de não permitir tutela sobre a vontade popular.

Por que é importante

A importância do texto está em abordar as intervenções militares não apenas como rupturas políticas ocorridas no passado, mas também sob a perspectiva do direito de votar e ser eleito e da mudança do poder por meio das urnas. As avaliações sobre 12 de Setembro e 28 de Fevereiro colocam em primeiro plano a questão de como justificativas como a proteção do Estado, o secularismo e o equilíbrio político foram interpretadas para limitar as liberdades durante os períodos de golpe. Esse enquadramento recomenda cautela quanto à possibilidade de considerar que o debate sobre a tutela tenha sido completamente encerrado após 15 de Julho. No entanto, o artigo de opinião de Nabi Kırmızı, colunista do Independent Türkçe, baseia-se mais em comentários e avaliações sobre acontecimentos históricos do que em dados objetivos verificáveis; portanto, as conclusões apresentadas devem ser lidas como parte da perspectiva do autor, e não como conclusões independentes noticiadas.

Fonte de origem: Independent Türkçe