Ao largo do estado da Califórnia, nos EUA, a rara lula bigfin Magnapinna sp. foi registrada durante uma expedição de pesquisa sobre criaturas do mar profundo. Esta foi a primeira observação da espécie na região nordeste do Oceano Pacífico.
A equipe a bordo do navio de pesquisa David Packard encontrou a lula com um veículo operado remotamente, enquanto examinava montes submarinos, a cerca de 3 mil 277 metros abaixo da superfície. O animal, que pairava sobre o fundo do mar, tinha duas grandes nadadeiras, 8 braços pendentes e dois tentáculos; seu comprimento, do corpo até as pontas dos braços, foi estimado em cerca de 1,25 metro.
A pesquisa foi realizada no Davidson Seamount, a cerca de 130 km a sudoeste da cidade de Monterey. A região é conhecida por seus jardins de corais de águas profundas e por uma área de desova de polvos. A equipe também investigava sulcos no fundo do mar. O encontro, no Santuário Marinho Nacional da Baía de Monterey, foi a primeira observação de uma lula bigfin confirmada no local. Anteriormente, cerca de 70 lulas bigfin haviam sido observadas ou capturadas.
Por que é importante
Este registro acrescenta uma nova área no nordeste do Oceano Pacífico à geografia conhecida de observações da lula bigfin e fornece dados para a compreensão da distribuição da espécie. O fato de a observação ter ocorrido em uma área marinha protegida que inclui montes submarinos, jardins de corais de águas profundas e áreas de desova de polvos mostra que a diversidade de seres vivos da região não se limita apenas às espécies próximas da costa. Ao mesmo tempo, o estudo conjunto de diferentes habitats, como os sulcos no fundo do mar, pode contribuir para que a diversidade de profundidades e de habitats seja levada em consideração nos trabalhos de conservação. No entanto, esse encontro deixa em aberto a questão de saber se a espécie está presente regularmente na região ou se foi uma observação isolada; novas observações são necessárias para responder a isso.