A JAXA lançará a missão MMX para estudar as luas de Marte, Phobos e Deimos. A sonda, cujo lançamento está previsto para 19 de outubro, tem como objetivo coletar pelo menos 10 gramas de amostras de Phobos e trazê-las à Terra. Se for bem-sucedida, essas serão as primeiras amostras de rocha trazidas de uma lua de Marte. Após aproximadamente um ano de ida, três anos de operações e um ano de retorno, espera-se que as amostras cheguem em 2031. A missão investigará se as luas se formaram em uma grande colisão em Marte ou se são asteroides capturados do Sistema Solar exterior. A sonda, que terá 4.480 quilogramas no momento do lançamento, terá seu combustível dividido em três tanques; os módulos se separarão nas proximidades de Marte e Deimos. Projetada pela Mitsubishi Electric, a sonda pousará em Phobos, que tem um raio de 11 quilômetros. Devido ao atraso na comunicação, que pode chegar a 20 minutos, ela controlará de forma autônoma a descida, o pouso e a decolagem.
Por que é importante
As amostras coletadas de Phobos podem ajudar a testar duas explicações diferentes sobre a formação do planeta, pois permitirão estudar diretamente o passado dos corpos ao redor de Marte. Esse resultado interessa aos pesquisadores que buscam responder se as luas de Marte são produto de uma grande colisão ou asteroides capturados do Sistema Solar exterior. O longo cronograma da missão significa que o resultado científico será obtido anos após o lançamento; por isso, cada etapa do processo é importante para o retorno seguro das amostras. O atraso na comunicação exige que a sonda realize sozinha as manobras críticas, em vez de receber orientações instantâneas da Terra, evidenciando os limites técnicos da missão.
Contexto
Marte não é um nome novo no arquivo da FikirPilot: publicamos uma notícia em que esse nome foi mencionado nos últimos 90 dias; o texto é datado de 2 de setembro de 2026.