As empresas adiaram por muito tempo a modernização porque renovar sistemas legados críticos para os negócios envolve custos, complexidade e riscos. No entanto, o aumento das expectativas dos clientes e a mudança na economia do desenvolvimento de software provocada pela inteligência artificial estão transformando essa abordagem. A renovação do aplicativo móvel My Bupa, da Bupa, mostra que a migração de um sistema legado pode ser tratada não apenas como uma mudança tecnológica, mas como uma transformação empresarial.
A CIO da Bupa Saúde, Asifa Sherazi, afirma que o risco de tecnologias que se aproximam do fim de sua vida útil pode crescer silenciosamente e se manifestar de repente. A migração do aplicativo de Xamarin para Swift e Kotlin nativos elevou sua avaliação de 3,7 para 4,7. A taxa de falhas percebida pelos usuários caiu cerca de 24 pontos percentuais no Android e oito pontos no iOS.
Segundo Sanjeev Tripathi, executivo da Infosys, a inteligência artificial está mudando a economia da modernização ao reduzir o esforço, o risco e o tempo tradicionalmente necessários. Na Bupa, a combinação de engenharia reversa e engenharia avançada com suporte de inteligência artificial permitiu concluir a transformação em um período aproximadamente 60% mais curto do que na era anterior à inteligência artificial.
Sherazi e Tripathi destacam a importância de preservar o conhecimento institucional, aumentar a capacidade de adaptação das equipes e criar um ambiente de trabalho que permita comunicar os problemas com antecedência. Espera-se que, no futuro, plataformas modernas sejam a base de experiências personalizadas, preditivas e apoiadas por inteligência artificial. Tripathi afirma que a inteligência artificial será incorporada às plataformas, do design às operações.
Por que é importante
Este exemplo mostra a necessidade de deixar de tratar a modernização de sistemas legados como um projeto de infraestrutura sob responsabilidade exclusiva das equipes técnicas e de avaliá-la em conjunto com a experiência do cliente, o conhecimento institucional e a forma de trabalho das equipes. Por isso, o avanço interessa não apenas às empresas que possuem sistemas semelhantes, mas também aos gestores que tomam decisões de modernização com base no equilíbrio entre custos e riscos operacionais. Como os resultados sobre o impacto da inteligência artificial no tempo e no uso de recursos foram apresentados em um conteúdo produzido em parceria com a Infosys, permanece em aberto como essas conclusões serão testadas por meio de comparações independentes. Além disso, o impacto dos ganhos de implementação no curto prazo sobre a confiabilidade dos sistemas, a integração das equipes e a preservação do conhecimento institucional no longo prazo ainda não foi respondido.