A Greenpeace Türkiye analisou, em um laboratório internacionalmente acreditado, 20 amostras de tomates adquiridas em 5 redes de supermercados nos distritos de Sultanbeyli, Sancaktepe, Ataşehir e Kadıköy, em Istambul. Foram identificadas irregularidades em 3 dos produtos, ou seja, em 15%; em 2 deles, foram detectadas substâncias ativas não autorizadas para uso em tomates, e, em um, foi identificado Chlorfenapyr, totalmente proibido desde 31 de dezembro de 2010. De acordo com o Hal Kayıt Sistemi, esses produtos tinham logotipos de “boa agricultura”. Em 7 das amostras, ou 35%, foram detectados mais de 3 pesticidas; em 14, ou 70%, foi identificado pelo menos um pesticida com PFAS. Apenas em uma, ou 5%, não foram encontrados vestígios de pesticidas.
A organização avaliou os resultados e as políticas dos supermercados no “Boletim dos Supermercados”; destinou 75 pontos aos compromissos e 25 aos resultados laboratoriais. A Greenpeace pediu transparência total, tolerância zero ao efeito coquetel, limites mais baixos e fiscalização independente. Recomendou que fosse permitido um máximo de 3 pesticidas por produto, que os supermercados estabelecessem seus limites 20% abaixo dos limites definidos pelo Estado e que fosse dado apoio aos agricultores. Berkan Özyer afirmou que, após mais de 50 mil assinaturas, o Ministério informou a existência de irregularidades em 6 mil 369 das 246 mil 946 amostras de 55 produtos entre 2021-2023, mas não compartilhou detalhes.
Por que isso é importante
Essas descobertas levantam, do ponto de vista do consumidor, não apenas a questão da segurança de produtos individuais, mas também a dos mecanismos de fiscalização que respaldam os rótulos de sustentabilidade e produção utilizados nos supermercados. A detecção de substâncias ativas em desacordo com a legislação também em produtos que exibem o logotipo de boa agricultura exige uma explicação mais clara da relação entre o rótulo e o resultado efetivo da fiscalização. Se as recomendações do Greenpeace forem implementadas, os critérios que os supermercados divulgarão ao público e o apoio que oferecerão aos produtores poderão se tornar determinantes para a gestão do uso de pesticidas; no entanto, a notícia não deixa claro se isso será implementado ou não. A ausência de detalhes nos dados de irregularidades divulgados pelo Ministério também limita a possibilidade de o consumidor acompanhar com qual produto, substância e resultado de fiscalização está lidando. Por isso, o debate se concentra tanto na verificação independente das políticas dos supermercados quanto na acessibilidade das informações oficiais.
Contexto
A Turquia não é um nome novo no arquivo do FikirPilot: publicamos 25 notícias nas quais esse nome foi mencionado nos últimos 90 dias; a mais recente é de 1 de setembro de 2026.