GoPro planeja ampliar seu foco ao se fundir com a Starman Optical, enquanto enfrenta dias difíceis devido à queda na demanda por câmeras de ação com o avanço dos smartphones. A empresa informou que dará suporte aos produtos atuais, mas avançará rumo a um “roteiro de produtos mais amplo e diversificado”. Nesse contexto, o objetivo é utilizar as câmeras nos setores de defesa, público, robótica e aeroespacial. Em abril, a GoPro também havia anunciado que buscava novas oportunidades de mercado nos setores de defesa e aeroespacial. O CEO da Starman, Charles Tebele, destacou a importância da óptica avançada, da tecnologia de imagem e da inteligência artificial para a segurança nacional; segundo ele, a fusão contribuirá para que capacidades militares sejam produzidas nos Estados Unidos.
O fundador e CEO da GoPro, Nicholas Woodman, afirmou que a fusão fará a empresa crescer nos mercados de consumo, comercial e de defesa. Os transceptores ópticos da Starman serão adicionados ao portfólio da GoPro. A fusão ocorre após o YouTuber Markiplier adquirir uma participação de 8,5% na empresa por 9 milhões de dólares. A publicação de um vídeo sobre câmeras por Markiplier sem revelar sua relação com a empresa havia gerado polêmica.
Por que isso é importante
Essa mudança de direção mostra que a GoPro passou a buscar receitas em diferentes áreas, como os setores público, de defesa, robótico e aeroespacial, em vez de depender apenas da demanda do mercado de eletrônicos de consumo. O fato de os produtos atuais continuarem recebendo suporte significa, para os usuários, que a mudança representa mais uma diversificação dos recursos e das prioridades de desenvolvimento da empresa do que um abandono repentino de produtos. A inclusão de transceptores ópticos no portfólio pode levar o campo de atuação da GoPro para além da gravação de imagens; no entanto, não está claro como esses produtos serão posicionados nos setores-alvo nem de que maneira a fusão afetará a estrutura comercial da empresa. A publicação de um vídeo promocional por Markiplier sem revelar a compra de sua participação também mantém em pauta, além da busca por crescimento, questões de transparência e conflitos de interesse nas relações da empresa.