O metal mu encontrado em televisores e aparelhos de gravação antigos não bloqueia completamente os campos magnéticos; em vez disso, oferece um caminho mais fácil para o fluxo magnético, fazendo com que ele contorne os componentes sensíveis. Uma formulação moderna composta por ligas magnéticas macias à base de níquel e ferro contém aproximadamente 80% de níquel e 15% de ferro; o restante é composto por molibdênio e outros elementos. Sua alta permeabilidade magnética pode chegar a aproximadamente 100.000 em produtos comerciais e a valores ainda mais altos em ligas especiais.
O metal mu é usado especialmente em campos de corrente contínua e de baixa frequência, nos quais blindagens EMI de cobre ou alumínio são ineficazes. O material, usado no passado para proteger CRT, cabeças de fita, transformadores, fotomultiplicadores de fotocatodo e dispositivos analógicos sensíveis, hoje também está presente em magnetômetros, sensores de corrente de alta precisão, microscópios eletrônicos e equipamentos científicos. Câmaras multicamadas, com fabricação adequada e desmagnetização, podem reduzir os campos em até aproximadamente um milhão de vezes. Como seu desempenho cai em baixas temperaturas, foram desenvolvidas ligas especiais para condições de nitrogênio líquido e hélio.
Como o processamento, a soldagem, a estampagem ou a dobra podem prejudicar a permeabilidade por meio das tensões geradas, as blindagens de alto desempenho são posteriormente submetidas a recozimento em hidrogênio. Além disso, como possui um valor de saturação de aproximadamente 0,75 tesla, pode ser usado ao lado de ímãs fortes em conjunto com camadas externas que tenham maior capacidade de saturação. O metal mu foi patenteado em 1923 por Willoughby S. Smith e Henry J. Garnett para o carregamento indutivo de cabos telegráficos submarinos.
Por que é importante
A importância do metal mu decorre de sua capacidade de ajudar a proteger componentes sensíveis em campos magnéticos de corrente contínua e de baixa frequência, nos quais as blindagens de cobre e alumínio são insuficientes. Por isso, o material tem uma ampla gama de aplicações, que vai de antigos equipamentos de imagem e gravação a magnetômetros, sensores de corrente, microscópios eletrônicos e outros dispositivos científicos atuais. No entanto, a alta permeabilidade depende da forma como o material é processado; como a dobra, a estampagem, a soldagem e processos semelhantes podem prejudicar seu desempenho, blindagens de alto desempenho podem exigir posteriormente recozimento em hidrogênio e desmagnetização. Além disso, a degradação de suas propriedades em baixas temperaturas e seu limite de saturação de aproximadamente 0,75 tesla aumentam a importância da seleção de ligas e das estruturas multicamadas no projeto.