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Apesar da resolução da ONU, parece pouco provável que os aplicativos de navegação populares abandonem os mapas de Mercator

Atualizado: 10/09/2026 · 2 min de leitura · 367 palavras

Publicado: · Notícia recebida: · Tempo de processamento: 5 h 12 min

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Apesar da resolução da ONU, parece pouco provável que os aplicativos de navegação populares abandonem os mapas de Mercator
Mapa-múndi e globo sobre a mesa

Declarações dos Estados Unidos

As Nações Unidas aprovaram, em 4 de setembro, por 164 votos, a resolução sobre mapas liderada pela África; seis países abstiveram-se e apenas os Estados Unidos votaram contra. Os Estados Unidos classificaram a resolução como um “projeto ideológico radical”. A resolução não vinculativa incentiva governos, escolas, organizações internacionais e empresas de tecnologia a usarem, nos casos em que as dimensões são importantes, mapas que representem corretamente as áreas, como o Equal Earth, desenvolvido em 2018. Também recomenda ensinar as concessões necessárias ao projetar um globo em uma superfície plana.

Os números de Mercator

A projeção desenvolvida por Gerardus Mercator em 1569 tornou-se útil para a navegação e difundiu-se por permitir que as rotas de navios que seguem a direção da bússola fossem representadas por linhas retas. Aplicativos populares de navegação, incluindo Google Maps e Apple Maps, ainda usam derivados da projeção de Mercator; somente o Google Maps tem mais de 2 bilhões de usuários mensais. No entanto, essa projeção faz com que massas de terra distantes do equador pareçam maiores do que realmente são: a África pode parecer ter dimensões semelhantes às da Groenlândia, embora seja, na realidade, 14 vezes maior.

Cronologia de Bojan Šavrič

A ampliação visual da Groenlândia também pode ter efeitos políticos. Um estudo publicado na Communication Reports informou que argumentos de segurança nacional apresentados juntamente com um mapa de Mercator poderiam influenciar a avaliação da proposta do governo Trump de comprar a Groenlândia. Bojan Šavrič, Bernhard Jenny e Tom Patterson desenvolveram o Equal Earth após a decisão da Boston Public Schools de usar a projeção Galls-Peters em 2017.

Declarações do The True

Uma pesquisa realizada com 130,000 pessoas mostrou que aquelas familiarizadas com o mapa de Robinson estimaram com mais precisão o tamanho de continentes e países do que as familiarizadas com o mapa de Mercator. A visualização “The True Size of Africa”, de Kai Krause, de 2010, e o site “The True Size Of…” explicam essa distorção. A decisão pode aumentar o uso do Equal Earth na educação; no entanto, não se espera que altere os aplicativos de navegação. Para obter formas e tamanhos corretos, podem ser utilizados um globo físico ou as imagens 3D do Google Earth.

Fonte de origem: Ars Technica