O processo do Município Metropolitano de Istambul (İBB), que conta com 414 réus, incluindo Ekrem İmamoğlu, 53 dos quais estão presos, está ouvindo as defesas dos réus que respondem em liberdade em seu 71º dia de audiência. O presidente do tribunal anunciou que, na próxima semana, serão ouvidos os pedidos de libertação dos réus presos, e que será concedido um prazo de meia hora aos réus ou a seus advogados. De acordo com a lista, espera-se que o pedido de libertação de İmamoğlu seja ouvido na quinta-feira, 3 de setembro.
Em sua defesa, o presidente do Conselho de Administração da Makyol, Adnan Çebi, afirmou que não tinha relação com as estruturas mencionadas na acusação e que não haviam obtido contratos do İBB durante o período de İmamoğlu. Çebi declarou que também haviam encerrado dois contratos, no valor aproximado de 1,5 bilhão de dólares, obtidos durante o período de Kadir Topbaş, e rejeitou a acusação de “ajuda à organização”.
Çebi afirmou que eram os proprietários do Le Méridien Otel, mas que a operação estava a cargo do grupo Marriott, e defendeu que a Makyol não tinha autoridade sobre a administração e as operações do hotel. Também declarou que não participou de nenhuma das reuniões das quais Ekrem İmamoğlu participou.
Por que é importante
Esta etapa do processo muda o rumo do procedimento, pois marca a transição das defesas individuais dos réus que respondem em liberdade para a avaliação dos pedidos de libertação dos réus presos. O prazo de meia hora concedido aos réus e a seus advogados significa que, nas sessões da próxima semana, os fundamentos dos pedidos de libertação serão apresentados dentro de um limite de tempo específico. A defesa de Adnan Çebi, por sua vez, baseia-se na alegação de que não há vínculo entre ele e sua empresa e as estruturas mencionadas nas acusações, os contratos obtidos do município e as atividades do hotel. Esse relato coloca no centro da defesa a distinção entre os contratos municipais do passado e o período de İmamoğlu, assim como a diferença entre a propriedade do hotel e a autoridade para operá-lo. A forma como o tribunal avaliará essas objeções e os pedidos de libertação continua sendo a principal questão em aberto.