A Grécia contestou, por meio de uma nota diplomática, os dois parques marinhos nacionais que a Turquia declarou no mar Egeu e no Mediterrâneo. O ministro dos Negócios Estrangeiros, Yorgos Gerapetritis, afirmou que, embora as coordenadas estejam fora das águas territoriais gregas, Atenas sustenta que as áreas se sobrepõem à sua plataforma continental e considera as medidas contrárias ao direito internacional.
Espera-se que Atenas leve suas objeções à reunião informal dos ministros dos Negócios Estrangeiros da UE, na Irlanda, na próxima semana. A Turquia havia declarado, em 16 de agosto, duas áreas como parques marinhos nacionais: uma ao largo de Fethiye-Kaş e outra no norte do mar Egeu. Gerapetritis afirmou que, apesar das divergências, os canais de comunicação com Ancara devem ser mantidos abertos.
Por que é importante
O foco da objeção mostra que os parques marinhos nacionais estão sendo associados não apenas à regulamentação ambiental, mas também às questões da plataforma continental e do direito internacional. Essa situação faz com que medidas a serem tomadas em áreas marinhas semelhantes sejam avaliadas não apenas como política ambiental, mas também sob a perspectiva das disputas entre os dois países sobre jurisdição e delimitação. A transferência do tema para a reunião informal dos ministros significa que a objeção bilateral será tratada em um contexto diplomático mais amplo; no entanto, ainda não está claro qual posição será formada nesse contexto. A afirmação de Gerapetritis de que os canais de comunicação devem ser mantidos abertos mostra que a objeção não foi levada ao ponto de interromper os contatos diplomáticos, mas deixa sem resposta a questão de como separar a implementação dos parques das reivindicações sobre a plataforma continental.
Contexto
A Turquia não é um nome novo no arquivo da FikirPilot: nos últimos 90 dias, publicamos 14 notícias em que esse nome foi mencionado; a mais recente é de 28 de agosto de 2026.