[Angus], da equipe [Maker’s Muse], projetou um quebra-cabeça deslizante paramétrico montado durante a impressão e imprimiu padrões coloridos em sua superfície com uma impressora UV de mesa. Uma peça removível pode ser recolocada no quebra-cabeça concluído. O sucesso do projeto depende das tolerâncias: peças muito justas deslizam com dificuldade, enquanto uma folga excessiva pode causar emperramento, flexão e separação das peças; além disso, os formatos ficam limitados a ângulos e superfícies adequados a uma impressão 3D confiável. Embora as impressoras 3D atuais sejam mais avançadas do que as de dez anos atrás, encontrar o equilíbrio correto exigiu muitos testes. [Angus] produziu na Prusa XL exemplos que vão de modelos 3 x 3 a um enorme quebra-cabeça 11 x 11 ampliado. Embora seja fácil imprimir uma única imagem, criar um relevo com profundidade tátil é mais trabalhoso; quando a tinta espessa invade os espaços entre as peças, o mecanismo emperra. O processo é mostrado no vídeo.
Por que é importante
Este trabalho mostra que a impressão 3D de mesa não se limita à produção de objetos estáticos; ela pode combinar peças móveis e interligadas com acabamentos visuais de superfície no mesmo fluxo de produção. O resultado depende tanto das capacidades da impressora quanto da gestão conjunta das folgas mecânicas, da geometria de impressão e da espessura da tinta, o que torna o processo de produção tão determinante quanto o projeto. O tema interessa tanto aos criadores que desejam produzir os próprios brinquedos, quebra-cabeças ou protótipos funcionais quanto àqueles que desenvolvem projetos que dispensam montagem. A questão que permanece em aberto é até que ponto o movimento pode ser reproduzido em diferentes escalas e configurações, pois um resultado confiável exige muitos testes e um ajuste preciso das tolerâncias.